20 de novembro de 2025

Elevando o padrão: Aviação estabelece novos requisitos de inglês

A comunicação clara e eficaz é essencial para a segurança, a eficiência e o atendimento ao cliente na aviação. Por isso o inglês se consolidou como o idioma oficial da aviação internacional, um padrão formalizado por entidades como a Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO), garantindo operações seguras e coordenadas entre países.

Há muitos anos, a ICAO exige que pilotos e controladores de tráfego aéreo mantenham um alto nível de proficiência em inglês para assegurar a segurança no espaço aéreo. A partir de janeiro de 2026, todas as equipes de operações em solo também deverão possuir o Certificado de Proficiência Linguística em Inglês da ICAO, nível 4 ou superior.

Como líderes de RH e Aprendizagem podem se preparar para atender a esses novos padrões? Este artigo apresenta orientações práticas e recomendações para apoiar equipes de L&D na manutenção da conformidade e da performance operacional.

O inglês é o idioma da aviação


A proficiência em inglês sustenta todas as operações do setor. Pilotos e controladores dependem de uma fraseologia precisa para evitar mal-entendidos que podem resultar em erros graves. Tripulação de cabine e equipes de solo precisam do idioma para atender passageiros, transmitir instruções de segurança e responder adequadamente em emergências. Até engenheiros de manutenção precisam cada vez mais do inglês técnico para interpretar manuais e cumprir normas internacionais.

Os riscos são reais. Em uma análise realizada pela ICAO com base em 28 mil relatórios de incidentes e acidentes, mais de 70 por cento dos problemas tinham relação com falhas de comunicação. Barreiras linguísticas podem gerar confusão em instruções essenciais e levar a situações perigosas. Hoje, com o tráfego aéreo já acima dos níveis pré-pandemia e com o crescimento concentrado em mercados emergentes, a necessidade de comunicação clara é ainda maior.

Até pouco tempo atrás, os requisitos da ICAO se concentravam principalmente em pilotos e controladores. Agora, novas regulamentações ampliam esses padrões para diversos profissionais, incluindo equipes de solo, operadores de estações aeronáuticas e até motoristas de veículos de pista que utilizam comunicação por rádio. Essa expansão reforça um princípio fundamental: segurança é responsabilidade de todos, e cada elo da operação precisa se comunicar com precisão.

Tendências globais em proficiência em inglês na aviação


O desafio é ainda maior devido a mudanças comerciais e demográficas. As regiões com menor conformidade às normas linguísticas geralmente são também as que apresentam maior crescimento no tráfego aéreo. À medida que a aviação se expande em locais onde o inglês não é amplamente falado, as barreiras linguísticas ficam mais comuns.

Dados da ICAO e de órgãos regionais revelam discrepâncias significativas. Na Ásia-Pacífico, uma das regiões de maior expansão, até 60% dos profissionais de companhias aéreas precisam de treinamento em inglês. Na África, o número chega a 65%. Mesmo na Europa, onde a proficiência é mais elevada, cerca de 30% dos trabalhadores da aviação precisam de capacitação. As maiores lacunas aparecem entre tripulantes e equipes de solo, cujas funções envolvem interação constante com passageiros internacionais.

Para companhias aéreas e operadores de aeroportos, essa mudança exige uma revisão completa das estratégias de treinamento linguístico. Cumprir as normas não é opcional. O não atendimento aos padrões da ICAO pode interromper operações, gerar atrasos, impactar a experiência do passageiro e comprometer a reputação da empresa. O investimento em treinamento e certificação é baixo quando comparado aos riscos financeiros e de segurança associados à não conformidade regulatória.

Muito além da conformidade


Estar em conformidade com a regulamentação é apenas o começo. Organizações visionárias enxergam o inglês como um investimento estratégico em segurança, experiência do cliente e eficiência operacional. A Viva Aerobus, companhia aérea que mais cresce no México, por exemplo, firmou parceria com a EF Corporate Learning para implementar um programa escalável de inglês, apoiando sua expansão internacional e a preparação para a Copa do Mundo de 2026. O programa alcançou 99% de adesão e permitiu que colaboradores avançassem um nível CEFR em um ano, aumentando confiança, qualidade do serviço e prontidão global.

Recomendações para líderes do setor de aviação


1. Avalie as competências linguísticas em todos os cargos: Não limite as avaliações a pilotos e controladores. Inclua tripulação, equipes de solo e manutenção para identificar todas possíveis falhas de comunicação.

2. Use tecnologia para ganhar escala e flexibilidade: Plataformas que utilizam inteligência artificial e salas virtuais permitem treinar equipes que estão em diferentes localidades e trabalham em diversas escalas, cenário comum no setor de aviação.

3. Adote treinamento específico para a aviação: Cursos genéricos de inglês não são suficientes. Priorize programas que incluam terminologia aeronáutica, protocolos de emergência e cenários reais de atendimento ao passageiro.

4. Integre o aprendizado do inglês ao desenvolvimento de talentos: Trate a proficiência como competência central, vinculada à progressão de carreira. Isso fortalece o engajamento e acelera o cumprimento das normas.

5. Planeje ciclos contínuos de aprimoramento: O idioma precisa ser praticado e avaliado continuamente. Estabeleça avaliações periódicas e formações de atualização para manter a conformidade com a ICAO e garantir prontidão operacional.

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